OS CAUSOS A SEGUIR FORAM EXTRAIDOS DO BLOG DO VEREADOR DE CACHOEIRA DA PRATA, MILTON MAGALHÃES QUE POR SINAL É UMA ÓTIMA PÁGINA A SER VISITADA NO ENDEREÇO: www.miltonmagalhaes.zip.net Que saudade a cidade sente do nosso ilustre cidadão Emílio de Melo, mais conhecido como Milito, que nos deixou tão repentinamente. Certamente está neste momento sorrindo e contando causos que tanto nos alegraram aqui na terra. 1º Causo: Um dia na Casa Melo, armazém onde se comprava de tudo, inclusive caixão, uma freguesa chegou e falou para o Milito: Sr. Milito favor me arrumar um queijo curado. E o Milito respondeu: não posso te arrumar, pois eu não sabia que o queijo tava doente. 2º causo: O Milito colocou na porta do armazém Casa Melo uma tabuleta com os seguintes dizeres: vende-se papagaios pequenos. E por coincidência estava passando um carro do IBAMA que parou o veículo, desceu o fiscal com um policial e disse para o Milito: O Senhor tem conhecimento do crime que está praticando? Vender papagaio é crime, dá multa e cadeia, principalmente papagaio pequeno. O fiscal pediu para ver os papagaios pequenos, e o Milito levou até o balcão uma caixa e abriu, lá dentro estavam vários papagaios pequenos. E o fiscal sem graça, pediu desculpas e foi saindo envergonhado, pois os papagaios pequenos eram de papéis, com varetas e linhas, confecçionados pelo Milito, prontos para voarem no céu cachoeirense. 3º causo: Um dia, alegre e descontraído, o Milito atendia a freguesia quando um menino de aproximadamente 10 anos chegou e disse: Ô Sô Milito, o pai pediu para o senhor mandar para ele remédio pra ratos. E o Milito respondeu: volte lá e peça o seu pai para mandar a receita, pois eu não vendo remédio sem receita, e para ele dizer qual é a doença do rato, se é dor de dente, dor de cabeça ou dor no estômago. Assim, eu posso mandar o remédio certo. E o menino foi até a sua casa buscar a receita da doença do rato. 4º causo: Os fregueses fumantes chegavam e pediam um cigarro picado. E o Milito os mandavam pegar em uma caixa de papel, em cima do balcão. Para surpresa dos fumantes, a caixa continha vários pedaços de cigarros, ou seja, cigarros picados, com tesoura. 5º causo: O Milito colocou um litro de pimenta em cima do balcão com uma placa com os seguintes dizeres: ESTA É DA BRAVA. Em volta do vidro, colocou uma corrente para evitar que a pimenta brava atacasse os fregueses. 6º causo: Um dia, o Milito contratou um balconista novo e falou para ele só vender fiado para quem fosse freguês antigo. E o Milito saiu, deixando sozinho o balconista. Quando retornou, o balconista falou: Sr. Milito vendi um violão fiado mas esqueci de perguntar o nome do freguês! E o Milito pensou, pensou e falou para o balconista: anote na caderneta de cada freguês um violão, os que forem reclamando que não comprou violão você vai riscando, o que não reclamar é o freguês que comprou o violão. 7º causo: Dizem que um dia, um freguês chegou e perguntou: Senhor Milito, o senhor tem para vender carteira para por dinheiro? E o Milito respondeu: tenho, vou pegar para você ver. O freguês pegou, olhou e falou: eu vou levar a carteira. O senhor anota para mim? E o Milito respondeu: eu não vou vender a carteira para você! Mas, por quê? Indagou o freguês. E o Milito respondeu: se você não tem dinheiro para pagar, não precisa levar a carteira, pois você não tem dinheiro para colocar nela. 8º causo: Um dia, ao atender uma pessoa de outra cidade, o homem que era caminhoneiro, perguntou ao Milito: o senhor sabe onde eu posso comprar tambores vazios? E o Milito respondeu: você pode comprar na loja da fábrica, em frente ao Clube Recreativo, e o homem que vende é o Delcio. Mas, explicou o Milito, ele é careca e é surdo. Quando você pedir os tambores fale bem alto, senão ele não escuta. E o homem foi até a loja. Avistou o Delcio, desceu do caminhão e aos gritos foi perguntando: o senhor tem tambores grandes para vender? E por várias vezes, gritando, foi perguntando de vários tamanhos de tambores. E depois, já vermelho e irritado, o Delcio falou pro homem: Não precisa gritar. Aqui não tem surdo. 9º causo: O Milito tinha diversos fregueses. Entre eles, uma freguesa antiga que fazia questão de chegar cedo e dizer antes de todos: bom dia. Milito, bom dia! Fulano, bom dia! Beltrano, bom dia! E assim, foi por vários anos. Sempre ela dizia bom dia primeiro. Até que uma tarde o Milito resolveu que no outro dia ia esconder atrás do balcão e quando a freguesa entrasse, ele ia falar primeiro que ela bom dia. A freguesa chegou, entrou e disse em voz alta: bom dia para os que eu vejo e para os que eu não vejo. E o Milito, sem graça, levantou detrás do balcão. 10º causo: O Milito colocou na porta da Casa Melo uma placa vende-se uma porca e cinco porquinhas. Um fazendeiro que estava passando pelo local parou, desceu e perguntou: o senhor é que está vendendo a porca e cinco porquinhas? E o Milito respondeu: sou eu. E o fazendeiro perguntou: posso ver, pois eu quero comprar. E o Milito enfiou a mão no bolso e tirou uma porca e cinco porcas pequenas, todas de ferro.